Suspense, literatura brasileira e mangá: o que mais se leu em 2021

Dois mil e vinte e um foi o ano de reencontro do leitor com os livros, sobretudo com literatura de ficção. Com a pandemia, as pessoas sentiram uma necessidade ainda maior de se reconectar com as grandes histórias, pensamentos e outros aprendizados por meio do livro.

Neste final de ano, a Bienal 360° faz uma breve lista do que foi mais procurado nas livrarias do país durante o ano. Entre os selecionados, mangás, suspense e literatura brasileira contemporânea. Confira.

Vermelho, branco e sangue azul
Casey McQuiston

As vendas do livro da americana Casey McQuiston foram impulsionados no Brasil pelo famoso boca a boca na internet, com youtubers e tiktokers falando bastante do romance, que realmente é daqueles livros apaixonantes. Primeiro romance de Casey, conta a história de Alex Claremont-Diaz, que se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana após sua mãe ser eleita presidente dos Estados Unidos. A história se constrói a partir da pressão que Alex sente para se tornar também ele um político. Casey narra essa história de forma divertida e espirituosa, envolvendo ainda um casamento da família real inglesa.

Vermelho, branco e sangue azul
Casey McQuiston
Trad.: Guilherme Miranda
Seguinte
392 págs.

A garota do lago
Charlie Donlea

Muito bem amarrada, a história escrita por Charlie Donlea arrebatou os fãs de suspense. A trama gira em torno do brutal assassinato da estudante de direito Becca Eckersley, na bucólica Summit Lake, uma pequena cidade entre montanhas. Filha de um poderoso advogado, Becca estava no auge de sua vida. Atraída instintivamente pela notícia, a repórter Kelsey Castle vai até a cidade para investigar o caso. Ao se envolver com a história, a repórter sente que aquilo pode ser a chave para ela mesma se livrar de seus fantasmas do passado.

A garota do lago
Charlie Donlea
Trad.: Carlos David Szlak
Faro Editorial
296 págs.

Torto arado
Itamar Vieira Junior

Itamar Vieira Junior, autor de Torto arado. Foto: Adenor Gondim

O livro de ficção nacional mais vendido no ano foi Torto arado, de Itamar Vieira Junior. A prosa sensível do escritor baiano ganhou milhares de leitores e o tornou uma sensação literária. Itamar faz um resgate do “Brasil profundo” a partir da saga das irmãs Bibiana e Belonísia, que encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas. Itamar ainda emplacou na lista de mais vendidos outro livro, Doramar ou a odisseia, de contos.

Torto arado
Itamar Vieira Junior
Todavia
264 págs.

Demon Slayer: Kimetsu No Yaiba, Volume 2
Koyoharu Gotouge

Durante a pandemia, chegou a faltar mangás em bancas de jornais e livrarias do país. Na febre das histórias japonesas, a série Demon Slayer, deKoyoharu Gotouge, tem se destacado. Escrito entre fevereiro de 2016 e maio de 2020, com um total de 23 volumes, o mangá já vendeu mais de 25 milhões de exemplares no mundo todo. No volume 2, Tanjiro irá se valer de uma técnica ensinada por seu mestre Urokodaki para derrotar o oni na última etapa do teste para ingressar no Kissatsutai. Após isso, ele e Nezuko, agora acordada, irão para uma cidade em que as meninas jovens estão misteriosamente desaparecendo.

Demon Slayer: Kimetsu No Yaiba, Volume 2
Koyoharu Gotouge
Panini
192 págs.

A revolução dos bichos
George Orwell

George Orwell é um autor que não sai de moda. Neste ano, o fato de que a obra do autor inglês caiu em domínio público ajudou a deixar um de seus livros, o clássico A revolução dos bichos, entre os mais vendidos no Brasil. Há várias novas traduções do livro, que conta a história de uma fazenda em que os animais se rebelam contra os humanos. O objetivo inicial é fazer com que a nova sociedade trate todos de forma igual. O problema é que há “uns mais iguais que os outros”. Os problemas da “nova ordem” são tão ou mais graves do que quando os humanos comandavam tudo. Uma alegoria política que persiste como texto referencial.

A revolução dos bichos
George Orwell
Trad.: Alexandre Barbosa de Souza
Via Leitura
96 págs.