Redes sociais para leitores: conheça ótimas opções

Cuidar de uma biblioteca volumosa não é tarefa fácil. Além de o livro físico ocupar bastante espaço, existem dificuldades relacionadas à conservação das obras impressas. Se você não for organizado, então, os títulos podem acabar se perdendo em um mar de lombadas.

As redes sociais para leitores, apesar de não substituírem a experiência de se mexer diretamente com os impressos, podem ser uma boa opção para que tudo fique catalogado — e as vantagens não param por aí. Algumas opções, sobre as quais a Bienal 360o comenta mais na sequência, são:

Se espaços virtuais como Facebook e Twitter têm se destacado por discussões nem sempre produtivas, sem mencionar a polarização que parece caracterizar o século 21, nas redes sociais para leitores o foco parece ser mais saudável:

  • Organizar sua biblioteca virtualmente
  • Marcar obras como lidas, favoritas, desejadas ou emprestadas
  • Fazer trocas com outros usuários
  • Publicar resenhas ou comentários breves sobre livros
  • Conhecer novos leitores
  • Ter contato com os mais variados gêneros literários

Maior do Brasil

Em atividade desde 2009, o Skoob tem mais de 8 milhões de usuários e oferece muitas opções para quem ama ler. Além de possuir um sistema completo para organizar sua biblioteca virtualmente, há ferramentas interessantes para quem gosta de acompanhar religiosamente o que leu ou deixou de ler.

Com o paginômetro é possível saber quantas páginas o usuário leu ao longo dos anos. A medição acontece por meio das obras que estão marcadas como “lidas” em sua estante virtual, que também abriga os títulos marcados como “desejados”.

Além disso, dá para trabalhar com as famosas “metas de leitura”. Basta aproveitar este início de 2022, por exemplo, e criar uma lista com os títulos que — idealmente — serão lidos ao longo do ano. A plataforma lhe ajuda a manter a meta sob controle, mostrando a porcentagem que já foi cumprida.

Um outro recurso útil é o de marcar determinado título como “emprestado”. É de conhecimento geral entre leitores, afinal, que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um livro emprestado voltar para seu dono. Por que não aproveitar essa ajudinha virtual? 

Literatura e internet: outras publicações da Bienal

Em busca do livro perdido

Por meio do projeto LivraLivro, o usuário pode buscar com facilidade um título desejado. Se ele estiver disponível na plataforma, basta entrar em contato com quem o está oferecendo e, assim, complementar sua estante. E caso você mesmo queira se desfazer de um título, é possível anunciá-lo.

Um cadastro simples é o suficiente para fazer parte dessa rede social, que se assemelha aos sistemas mais tradicionais de troca e aquisição de livros — como a Estante Virtual, em que livreiros podem ofertar obras, ou o Submarino, parceiro da Bienal, que também trabalha com sebos e livrarias.

Goodreads: uma opção em inglês

Se a língua de Shakespeare não for um impedimento, o Goodreads é uma ótima opção para quem deseja levar sua biblioteca para as nuvens. Em atividade desde 2007, trata-se da maior rede social para leitores do mundo — e, conforme o slogan da plataforma, parece realmente acreditar no poder da leitura:

O livro certo, nas mãos certas, no momento certo, pode mudar o mundo. Assim como a brasileira Skoob, permite que o usuário marque livros lidos ou desejados, organize metas de leitura, publique resenhas e fique em contato com outros leitores — o que, naturalmente, pode expandir sua visão de mundo. “Conhecimento é poder, e poder é melhor compartilhado entre leitores”, diz Otis Chandler, cofundador do Goodreads.