Novo romance de Casey McQuiston mostra que o amor surge quando menos se espera

O inusitado está no centro da ficção da norte-americana Casey McQuiston, que se tornou best-seller mundial com seu livro de estreia, Vermelho, branco e sangue azul. Depois dessa primeira empreitada, na qual imagina como seria se o filho da presidente dos Estados Unidos se relacionasse com o príncipe da Inglaterra, ela vai além. Em Última parada, uma garota cética se apaixona por uma menina que está perdida no tempo.

August Landry tem 23 anos e pouca coisa a comemorar. Após consecutivas indecisões com relação ao que cursar na universidade, decide desembarcar em Nova York. Apesar de não estar muito certa da escolha, vai tentar se virar no curso de Sociologia da Brooklyn College. Antes de encarar o início do semestre, no entanto, precisa achar moradia.

Nada melhor, para começar bem a estadia na Grande Maçã, que uma casa habitada por um casal formado por “um médium fajuto que parece o vocalista de uma banda cover do Arctic Monkeys”, o Niko, e uma “incendiária com um quarto cheio de sapos mortos”, a Myla. Para completar o cenário promissor, o tatuador Wes e seus hábitos noturnos.

E se, além de tudo, August fingisse saber qualquer coisa sobre ser garçonete para encarar turnos longos no Billy Panqueca? É preciso começar de algum lugar, afinal, e talvez o cheiro de bacon que fica impregnado na sua roupa talvez um dia vá embora. Enquanto isso não acontece, resta seguir a rotina — que pode ser quebrada por uma boa surpresa na linha Q do metrô.

Casey McQuiston, autora de Última parada.

Qualidades e hábitos de August Landry

  • Não confia nas pessoas, mas confia em frango frito
  • Tem habilidades sociais de uma lata de Pringles
  • Nunca sentiu um laço permanente
  • Carrega um canivete para todo lado
  • Compartilha duas regras com a mãe:
  • “Nós contra todos” e “Se tentarem me matar, é para pegar o DNA deles com as unhas”
  • Seu guia para fazer amigos é um panfleto de duas páginas que diz apenas: NÃO

Surpresa na linha Q

Uma das primeiras impressões de August ao tomar o metrô de Nova York foi: isso fede muito. O incômodo não foi o suficiente para aplacar as delícias de um encontro inusitado com uma garota de jaqueta de couro, All Star de cano alto e tatuagens.

Seria a Garota do Metrô, Jane, uma hipster de NY? É o que August se pergunta, fascinada pela figura despojada da menina de cabelo curto, liso e penteado para trás. Além disso, “maçãs do rosto, maxilar e pele num tom dourado de marrom devastadores”. Foi tudo mais que suficiente para ganhar a atenção de August, ela que sempre foi cética com tudo e não tem lá grandes habilidades sociais.

As duas começam a conversar diariamente quando estão na linha Q do metrô, esta que naturalmente causa desgosto aos usuários mas, atualmente, vem sofrendo com outro problema: sobrecargas elétricas.

Teria algo a ver com Jane? E se ela for uma pessoa perdida no tempo, mais especificamente na linha de metrô? August fará de tudo para ajudá-la, em uma narrativa que foi considerada “absolutamente brilhante” pelo The New York Times.

Conheça Casey McQuiston

  • Nasceu em Louisiana, nos EUA, em 1991
  • Estreou na literatura com Vermelho, branco e sangue azul, de 2019
  • Segundo Taylor Jenkins Reid, o primeiro livro de Casey é “romântico, sexy, espirituoso e emocionante”
  • Publicou Última parada em 2021
  • I kissed Shara Wheeler, em pré-venda nos Estados Unidos, é seu livro mais recente
  • Vive em Nova York com seu cachorro, o Pepper
  • Mantém um site oficial

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Última parada
Casey McQuiston
Trad.: Guilherme Miranda
Seguinte
400 págs.