A 21ª Bienal do Livro Rio, maior festival de literatura, cultura e entretenimento do país, agora Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial da cidade do Rio de Janeiro, abriu espaço para debater a multiplicidade do Brasil, sob o olhar da literatura contemporânea que, em sua imensidão, nos convida a pensar diferentes experiências de ser brasileiro, de se relacionar com a terra e contar histórias.
Com uma proposta mais intimista e envolvente, o Café Literário chega à Bienal do Livro 40 anos com uma proposta mais intimista e envolvente, promovendo discussões que apontam os rumos da nossa sociedade, como a mesa ‘Novos Centros, Novas Vozes’, que reuniu o autor Itamar Vieira Junior, a escritora Micheliny Verunsschk, a jornalista Manya Millen e o ator, roteirista e apresentador Aldri Anunciação, no segundo dia de programação da Bienal, no sábado, dia 2.
Para Itamar Vieira Júnior, escrever é uma forma de conhecer um pouco mais as origens e o país de maneira profunda.
"A literatura começa a se orgulhar do passado e a conhecer o verdadeiro país em toda a sua grandeza e diversidade. A gente começa a dar voz a quem sempre foi silenciado", disse.
Audri Anunciação defende que a literatura pode ser o primeiro passo para passar pela do que chama de "desidratação da identidade".
"Estamos começando a fazer uma reflexão, de forma divertida, sobre essa desidratação da identidade. As histórias devem ser contadas a partir da percepção dos marginalizados porque, até então, a gente só tinha a versão europeizada de Brasil", afirmou o ator, roteirista e apresentador.
Segundo a escritora Micheliny Verunschk, a literatura pode até não mudar a realidade, mas possibilita novos olhares, consciências e formas de compreender o mundo.
Por fim, os escritores falaram sobre seus processos criativos e lembraram o quanto é difícil, depois de um livro acabado, se distanciar das personagens e suas narrativas.
"Escrever é um processo intenso, diário, que exige engajamento e disciplina. A gente tem uma convivência plena durante dias com os personagens. Quando o trabalho termina a gente precisa de um tempo para vivenciar esse luto pós-livro. Só depois a gente começa a pensar numa próxima história", contou Itamar.
Até o dia 10 de setembro, vão circular pelo Café Literário mais de 45 nomes que são referência na literatura e nas artes, para trocas de ideias e pontos de vista sobre incontáveis assuntos, distribuídos em mais de 20 mesas.
Sobre a Bienal do Livro do Rio
Presente na memória afetiva de milhares de pessoas, a Bienal do Livro Rio completa 40 anos com uma edição comemorativa que traz as mais relevantes discussões contemporâneas, acompanhando as mudanças do mundo. Este ano, o maior festival de literatura, cultura e entretenimento vai oferecer ao público experiências que vão além do livro, em palcos inéditos e com bastante interação com o público, unido por uma paixão em comum: contar e ouvir histórias. Realizada pela GL events Exhibitions em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a Bienal vai reunir, este ano, mais de 300 autores em 80 encontros com os leitores, com cerca de 300 editoras do país inteiro. Serão mais de 200 horas de programação para toda a família.