Mulheres que mudaram o mundo

Nesta terça-feira (8), comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Para celebrar a data, a Bienal 360° amplia as comemorações e faz a semana toda dedicada a escritoras ou a livros sobre grandes mulheres, como é o caso do conteúdo de hoje.

Nada melhor do que começar falando sobre grandes mulheres que mudaram para melhor o mundo a partir de suas personalidades e feitos — sejam eles literários ou não. De Joana D’Arc, a guerreira que foi de bruxa a santa, passando pela inspiradora Anne Frank, trazemos aqui histórias que mostram grandes nomes da História.

Joana d’Arc: A surpreendente história da heroína que comandou o exército francês
Helen Castor

A francesa Joana d’Arc é uma das personagens mais vibrantes, controversas e enigmáticas da História. Camponesa, teve participação relevante na Guerra dos Cem Anos, no século 15, liderando as tropas de Carlos VII em conquistas importantes. Em A surpreendente história da heroína que comandou o exército francês, a aclamada historiadora Helen Castor leva o leitor de volta à França da Idade Média. Em vez da personagem icônica, ela nos apresenta uma jovem vibrante, que confronta os desafios da fé e da dúvida, e que, ao lutar contra os ingleses, toma partido em uma sangrenta guerra civil. Condenada à fogueira aos 19 anos pelos ingleses, Joana morreu como bruxa mas revive nos tempos atuais como santa e um exemplo da força das mulheres.

Joana d’Arc: A surpreendente história da heroína que comandou o exército francês
Helen Castor
Trad.: Cristina Antunes
Gutenberg
362 págs.

O diário de Anne Frank
Anne Frank

Se Joana D’arc morreu jovem, aos 19 anos, e virou símbolo de luta e força apenas muito tempo depois de ir pra fogueira, Annelies Marie Frank (1929-1945) morreu ainda mais jovem, aos 16 anos. E foi uma personagem que nem precisou ser biografada para que sua história repercutisse mundialmente. Nascida na cidade de Frankfurt, de origem judaica, ela viveu grande parte de sua vida em Amsterdã, onde acabaria se tornando vítima do Holocausto. É uma das figuras mais discutidas do século 20 após a publicação de seu diário, encontrado no sótão onde a menina morou com a família em seus últimos anos de vida. Lançado em 1947, o livro se tornou um dos mais lidos do mundo.

O diário de Anne Frank
Anne Frank
Trad.: Alves Calado
Record
352 págs.

Angela Davis, uma autobiografia
Angela Davis

A americana Angela Davis é um dos símbolos mais conhecidos da luta antirracista do mundo. Ela virou um ícone desde nos anos 1970, quando entrou de cabeça no ativismo pelos diretos não só dos negros, mas também das mulheres. Lançada originalmente em 1974, Uma autobiografia é um retrato, a quente, das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 70. À época com 28 anos, Angela narra sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século 20 e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI. Um livro importante para entender o início da trajetória de uma personagem que solidificaria sua posição de símbolo nas décadas seguintes.

Angela Davis, uma autobiografia
Angela Davis
Trad.: Heci Regina Candiani
Boitempo
418 págs.

Frida, a biografia
Hayden Herrera

Ela está em camisetas, canecas e uma infinidade de souvenirs que fazem lembrar sua postura de combate diante das dificuldades da vida. A pintora mexicana Frida Kahlo teve uma vida repleta de desafios — físicos, sentimentais, etc. — que fizeram dela um ícone que ajudou a mudar sua própria sociedade, mas também o mundo de maneira geral. Nesta biografia, Frida é apresentada por completo: a mulher que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera e amante de Leon Trotsky. Além de ser uma das pintoras mais aclamadas de todos os tempos, viveu uma vida de hábitos modernos que inspiram mulheres ainda hoje.

Frida, a biografia
Hayden Herrera
Trad.: Renato Marques
Biblioteca Azul
624 págs.

Clarice Lispector,
Benjamin Moser

Clarice Lispector é um farol para leitores no mundo todo, além de ser, com sua literatura, fonte de inspiração para diversas autoras de diferentes gerações. Lançada originalmente em 2009, a biografia escrita pelo americano Benjamin Moser jogou nova luz na vida e na obra de Clarice, consagrando-a inclusive no exterior, onde hoje é respeitadíssima. Ainda que tenha tido uma vida recheada de percalços, que a tornam mais complexa do que mostra a imagem oficial, Clarice conquistou mesmo seu lugar na história pelos livros que escreveu — uma obra enigmática, transgressora e singular.

Clarice Lispector,
Benjamin Moser
Companhia das Letras
576 págs.