Conheça os autores internacionais que participam da Bienal do Rio 2021

O início da 20ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio se aproxima. O evento, que neste ano tem curadoria coletiva e está com ingressos à venda, acontece de 3 a 12 de dezembro em formato híbrido. Para dar um panorama dos encontros que vêm por aí, a Bienal 360º traz informações sobre os autores internacionais de ficção que participam virtualmente das mesas da “Estação Plural”.

Em cinco dos dez dias de evento, o espaço — que surgiu alinhado com a ideia de se realizar uma Bienal marcada pela representatividade — conta com a participação de algumas das vozes de maiores sucesso da literatura contemporânea estrangeira, em sua maioria mulheres, e também recebe um mestre do mangá de terror. Antes de maiores detalhes, os nomes são:

Quem acompanha as publicações diárias da Bienal 360º talvez conheça muito sobre a vida e obra de Junji Ito, V. E. Schwab, Julia Quinn e Jenna Evans Welch, já que o portal fez matérias exclusivas sobre esses autores. Agora, para expandir ainda mais esse conhecimento, vê-los falar ao vivo e ter contato com novos nomes, confira abaixo as mesas das quais eles participam.

Julia Quinn, Junji Ito e Mariana Enriquez.

“Horror nosso de cada dia”

No dia 5 de dezembro, às 15h, a argentina Mariana Enriquez e os norte-americanos Matt Ruff e Josh Malerman se juntam para falar sobre o que fazem de melhor: literatura de horror e fantástica, em um bate-papo mediado por Mariana Jaspe e Dennison Ramalho.

Mariana é uma das principais vozes do novo boom ficcional latino-americano, conforme a Bienal 360ºdemonstrou em uma conversa com especialistas. Nossa parte de noite, Este é o mar e As coisas que perdemos no fogo são alguns dos livros da autora.

Da parte norte-americana, Ruff assina o romance Território Lovecraft, no qual explora os absurdos da época da segregação racial dos Estados Unidos, e Malerman estreou com o terror psicológico Caixa de pássaros — adaptado para o cinema pela Netflix, com Sandra Bullock no papel principal.

“O mestre do mangá”

No dia 6 de dezembro, às 10h, o mangaká Junji Ito conversa com Miriam Castro, a Mikannn, e Kika Hamaoui sobre sua celebrada trajetória nos quadrinhos japoneses de terror, do qual é considerado um dos principais representantes.

Tomie, Uzumaki e Fragmentos do horror são alguns de seus trabalhos traduzidos no Brasil. As histórias são marcadas por entidades que transformam homens em assassinos, maldições sinistras que destroem toda uma cidade e mortos que não conseguem descansar, entre outras situações “leves” do tipo.

“O desenvolvimento de histórias de romance em livros de época”

Na primeira mesa do dia 7 de dezembro, Giu Domingues conduz uma conversa com a norte-americana V. E. Schwab sobre o processo criativo da autora das séries fantásticas Os tons de magia, Vilões e A guardiã de histórias.

A publicação mais recente de Schwab é A vida invisível de Addie LaRue, no qual a protagonista precisa lidar com um pacto que, futuramente, se mostrará equivocado: a de ter vida eterna, sob a condição de ser esquecida por quem a conhecer.

Beverly Jenkins, Jenna Evans Welch e V. E. Schwab.

“Pop é romance de época”

No mesmo 7 de dezembro, às 15h, as norte-americanas Julia Quinn e Beverly Jenkins conversam com a youtuber Paola Aleksandra e a escritora paulistana Babi A. Sette sobre os desafios de trabalhar questões dos romances de época de forma moderna. A mediação do encontro é de Frini Georgakopoulos.

Quinn é autora da série de nove livros Os Bridgertons, cujo primeiro volume foi adaptado para uma série homônima da Netflix. Nessa longa saga, o leitor acompanha a trajetória de todos os membros da família que nomeia a obra, marcada por festas, casamentos, roupas deslumbrantes, joias caríssimas, amores e decepções.

Jenkins, por sua vez, acaba de ter um de seus livros traduzidos no Brasil — por mais que esteja “na ativa” desde 1994. Ventos de mudança, lançado pela Arqueiro, é o primeiro volume da série Mulheres pioneiras. A história, ambientada em Nova Orleans, acompanha os esforços de Valinda Lacy na luta pela inclusão de ex-escravizados na sociedade.

“Os desafios de nos tornar quem somos”

No dia 8 de dezembro, às 15h, as norte-americanas Jenna Evans Welch e Tracy Deonn participam de um bate-papo mediado por Clara Savelli. Na conversa, as autoras de literatura para o público mais jovem falam sobre os desafios do amadurecimento e a busca dos mais novos por um caminho na vida.

Jenna Evans é autora do best-seller Amor e azeitonas, que acompanha a trajetória de greco-americana Liv Varanakis e seu pai pela Grécia, e Tracy assina Lendários, primeiro volume de uma série homônima em que magia, mistério e sociedades secretas se unem.

“Reformulando clichês”

A última mesa a trazer autoras internacionais acontece em 9 de dezembro, às 11h, com participação das norte-americanas Lyssa Kay Adams e Scarlett Peckham. A mediação do bate-papo, que aborda masculinidade tóxica e assuntos afins, é novamente de Frini Georgakopoulos.

Scarlett assina os romances de época que compõem a série Segredos de Charlotte Street e Lyssa Kay trabalha com uma abordagem mais contemporânea em Clube do livro dos homens — “umas das comédias românticas mais inovadoras e criativas” do ano de 2019, segundo a revista Entertainment Weekly.