Cinco escritoras que estão fazendo a cabeça de jovens leitores

Todo mundo que se aventura a escrever quer ser lido. As autoras que encerram o especial da Bienal 360° sobre as mulheres conquistaram o que poucos escritores têm: leitores aos montes.

E em sua maioria, são autoras que falam para um público bastante jovem, justamente aquela faixa-etária estigmatizada pelo rótulo da “não leitura”. O que Thalita Rebouças, Casey McQuiston e Bruna Vieira, três autoras destacadas aqui, desmentem.

Elas conseguiram entrar nos corações de milhares de jovens com histórias tocantes, que falam a um público tão variado quanto grande.     

Paula Pimenta

A mineira Paula Pimenta, que se define como “escritora de livros cor-de-rosa”, estreou em 2001 com uma reunião de poemas chamada Confissão. Foi o ponto de partida para uma carreira extremamente exitosa. Mas foi em 2008 que ela ficou conhecida do grande público, após lançar Fazendo meu filme 1. O sucesso foi tanto que a história acabou se desdobrando em uma série de quatro volumes. Desde então, os projetos de Paula, sejam editorias ou audiovisuais, são sinônimos de sucesso, angariando um público cada vez maior.

O que ler

Fazendo meu filme 1
Paula Pimenta
Gutenberg
295 págs.

Casey McQuiston

O romance Young Adult Vermelho, branco e sangue azul é daqueles livros difíceis de largar. Por isso, Casey McQuiston virou uma escritora tão celebrada. A ousada história em que ela imagina como seria se o filho da presidente dos Estados Unidos se relacionasse com o príncipe da Inglaterra arrebatou milhares de leitores. Jornalista, Casey trabalhou em revistas por anos, até decidir se dedicar full time à escrita literária. Em 2021, lançou seu aguardado segundo romance, Última parada, sobre uma garota cética que se apaixona por uma menina que está perdida no tempo.

O que ler

Vermelho, branco e sangue azul
Casey McQuiston
Trad.: Guilherme Miranda
392 págs.

Thalita Rebouças

Thalita Rebouças, best-seller nacional. Foto: Rodrigo Lopes

Com mais de 2,3 milhões de livros vendidos, traduzidos em mais de 20 países, Thalita Rebouças se tornou um fenômeno editorial. Ela lançou seu primeiro livro, Traição entre amigas, aos 25 anos, após deixar as redações, onde atuava como jornalista. Desde então, publicou mais de 20 títulos em duas décadas de carreira. Seus livros também foram adaptados para o teatro, como o sucesso Fala sério, mãe. Além disso, Thalita ampliou seu público com os filmes feitos a partir de seus livros, como É fada e Fala sério, mãe!, com Larissa Manoela e Ingrid Guimarães.

O que ler

Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática
Thalita Rebouças
Arqueiro
284 págs.

E. Lockhart

Bons livros sempre voltam aos holofotes. Foi o que aconteceu com Mentirosos, da americana E. Lockhart. A obra lançada em 2014 voltou com tudo às listas de mais vendidos, inclusive no Brasil, durante a pandemia, impulsionada pelos vídeos rápidos da rede social TikTok — lugar de leitores muito jovens. A escrita “fácil” de Lockhart, aliada a uma história instigante, que envolve uma família em ruínas e um acidente, fisgou milhares de leitores no mundo todo. Além de dar novo ânimo à bem-sucedida carreira da americana, cujos livros já foram traduzidos para mais de dez idiomas.

O que ler

Mentirosos
E. Lockhart
Trad.: Flávia Souto Maior
Seguinte
272 págs.

Bruna Vieira

A mineira de Leopoldina conquistou milhares de leitores com uma prosa extremamente sincera, em que as angústias típicas da adolescência ganham potência em uma prosa autorreferente. Depois do sucesso de seu blog, em que contava em tom de diário sua rotina de adolescente, Bruna começou a publicar e não parou mais. E desde sua estreia com Depois dos quinze, seu público só cresceu e tende a ampliar ainda mais com a série De volta aos quinze, que estreou na Netflix no final de fevereiro e sobre a qual a autora comentou em entrevista à Bienal 360°.

O que ler

De volta aos quinze
Bruna Vieira
Gutenberg
224 págs.