Surge o primeiro Capitão América LGBTQIA+

Conheça o primeiro Capitão América representante da comunidade LGBTQIA+

Um dos heróis mais icônicos da Marvel, conhecido por seu senso de moral afiado, vai ganhar um novo representante: o Capitão América será Aaron Fischer, um adolescente com uma tatuagem dos EUA, cheio de piercings e, pela primeira vez na história do herói, gay.

Criado por Jan Bazaldua, o novo Capitão América, mesmo sem super-poderes, ajuda aqueles que foram abandonados pela sociedade, desabrigados e deixados à margem.

A busca pela inclusão LGBTQIA+ nas HQs da Marvel continua crescendo e, agora, poderemos ver o clássico Capitão América como representante de uma comunidade específica. Descubra mais sobre o surgimento do novo personagem neste post contando tudo sobre a novidade!

Como surgiu o novo Capitão América

O universo de quadrinhos da Marvel busca, cada vez mais, incluir personagens LGBTs em suas narrativas. Nos cinemas, já temos notícias de que, pela primeira vez, teremos um super-herói gay em um filme do MCU com Eternals.

No entanto, essa é a primeira vez que o Capitão América é assumido por um personagem gay. Aaron Fischer, apesar de não possuir nenhum tipo de super-força como Steve Rogers, é representante importante dos “oprimidos e esquecidos”.

Ele é conhecido como Capitão Américas das ferrovias, já que esse é um tipo de local bastante frequentado por moradores de rua em alguns lugares dos Estados Unidos e é para essa população de jovens excluídos, fugitivos e desabrigados que ele oferece ajuda.

A narrativa surgiu da nova HQ que irá estrear esse ano, em homenagem aos 80 anos do herói. Nela, Steve Rogers deverá se unir a outros ex-Capitães América para reencontrar seu famoso escudo, que se perdeu.

Aaron Fischer é inspirado em todos os ativistas e líderes que lutam em defesa da causa LGBTQIA+

Disponível em junho nos EUA

A HQ Os Estados Unidos do Capitão América, que estará disponível em junho (sem data de estreia no Brasil), o Mês do Orgulho LGBTQIA+ americano, vai mostrar os personagens em viagens pelos EUA, onde vão se deparar com pessoas que assumiram os princípios de defesa aos mais fracos do Capitão América para defender suas respectivas comunidades e se tornaram heróis locais.

Uma dessas pessoas é Aaron Fischer que, segundo o autor da série, Josh Trujillo, é inspirado em todos os ativistas e líderes da causa LGBTQIA+, que lutam pela defesa do movimento.

Inclusive, é também por isso que Fischer não tem nenhum “super-poder”. Jan Bazaldua, a artista transgênero responsável pela criação do personagem, diz ter orgulho de finalmente poder desenhar um personagem abertamente gay.

Além disso, explica: o Capitão América como conhecemos usa seus super-poderes para salvar as pessoas, mas Fischer, mesmo sem nenhuma habilidade fora do comum, ajuda aqueles que foram abandonados pela sociedade, desabrigados e deixados à margem.

Josh Trujillo, criador da série do Capitão América, inspirado nas causas LGBTQIA+.

Mais sobre a representatividade LGBTQIA+ na Marvel

O primeiro Capitão América gay não é o primeiro representante da comunidade LGBTQIA+ nos quadrinhos.

Apesar de inclusiva hoje, a Marvel já teve uma política de No Gays in the Marvel Universe (sem gays no universo Marvel) nos anos 1980 e teve de empregar um rótulo de “Apenas para Adultos” nos anos 1990 em histórias com personagens LGBTQIA+.

Muitos dos personagens que, posteriormente, tiveram sua sexualidade revelada nos quadrinhos, surgiram muito tempo antes. O primeiro representante LGBTQIA+, o personagem Northstar, integrante do grupo canadense Alpha Flight, por exemplo, surgiu em 1979, mas só teve a sexualidade revelada em 1992.

Também não foi até 2012 que tivemos o primeiro casamento gay nos quadrinhos. Jean-Paul Beauvier, o super-herói Northstar, finalmente pede seu namorado de longa data em casamento.

Com a chegada de Aaron Fischer, as HQs da Marvel ficam ainda mais ricas em inclusão. Bem legal, não é?

E você? O que achou do novo Capitão América representante da comunidade LGBTQIA+? Compartilhe com os amigos a novidade!

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