C. J. Tudor está de volta com thriller perturbador

Apontada como “a Stephen King mulher do Reino Unido”, C. J. Tudor está de volta com um novo thriller macabro e cheio de reviravoltas. Garotas em chamas acaba de ser publicado no Brasil. Na Inglaterra, o livro já tem feito sucesso, com críticas positivas na imprensa. Segundo o site norte-americano Deadline, a obra vai ganhar as telas em adaptação roteirizada por Hans Rosenfeldt, criador da série Marcella, sucesso da Netflix em 2016.

A trama de Garotas em chamas é ambientada numa pequena cidade, a sinistra Chapel Croft, bem ao estilo do mestre do suspense Stephen King — uma das referências de Tudor. O lugarejo vem sendo palco de uma série de acontecimentos funestos ao longo do tempo: há cinco séculos, mártires protestantes foram traídos e queimados vivos.

Trinta anos atrás, duas adolescentes desapareceram sem deixar vestígios. E, mais recentemente, o responsável pela paróquia local se enforcou na nave da igreja.

Em Garotas em chamas, de J. C. Tudor, os fantasmas se recusam a descansar em paz. Foto: Mariel Kolmschot / Divulgação

Um estranho pacote de boas-vindas

A reverenda Jack Brooks, mãe solo de uma jovem de 14 anos, chega a esse vilarejo em busca de um recomeço. Em vez disso, encontra um lugar tomado por conspirações e segredos. E é recebida com um estranho pacote de boas-vindas, um kit de exorcismo e um bilhete: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto”.

Quanto mais Jack e sua filha, Flo, exploram a cidadezinha e conhecem seus estranhos moradores, mais as duas se aprofundam em feridas antigas, mistérios e suspeitas. E, quando Flo começa a ver meninas ardendo em chamas, fica evidente que há fantasmas por ali que se recusam a descansar em paz.

De recusada a best-seller

C. J. Tudor, cujo primeiro nome é Caroline, tem uma história de persistência na literatura. Ela tentou durante dez anos publicar seu primeiro livro, mas foi continuamente ignorada pelas editoras inglesas. Enquanto sonhava com a carreira literária, teve vários trabalhos, como cuidadora de cães e garçonete.

Mas o ponto de virada aconteceu em 2018, quando finalmente conseguiu publicar O homem de giz, seu romance de estreia. A trama se passa nos anos 1980, e conta a história de Eddie e seus amigos, que passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras.

Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto, mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque.

O livro conquistou fãs em todo o mundo e só no Brasil vendeu mais de 300 mil exemplares. A trama também tem sido comparada à série Stranger Things, sucesso da Netflix. O próprio Stephen King postou uma mensagem no Twitter em que dizia: “Quer ler algo bom? The chalk man, de C. J. Tudor. Se você gosta das minhas coisas, você vai gostar disso”.

Além do mais recente Garotas em chamas e do best-seller O homem de giz, ela tem outros dois livros: As outras pessoas e O que aconteceu com Annie, todos com os direitos comprados, podendo virar séries de TV. O roteiro de O homem de giz estava sendo feito em dezembro, mas, com a pandemia, foi suspenso.


Compre este livro na loja da Bienal Rio

Garotas em chamas
J. C. Tudor
Tradução: Regiane Winarski
Intrínseca
352 págs.

>>> Assista à mesa com J. C. Tudor e Raphael Montes sobre literatura de suspense na Bienal Rio 2019