Bienal do Livro: Um Programa para todos os gostos

Whindersson Nunes, a Bruxa Preta Pam Ribeiro e o mestre japonês do mangá Junji Ito participaram do festival, nesta segunda-feira, dia 6

A programação da Bienal do Livro Rio começou um pouco mais cedo, nesta segunda, com a visitação guiada de um grupo de crianças com deficiência visual do Instituto Benjamin Constant ao Espaço Metamorfoses. Esta foi a primeira experiência destas crianças no festival, com uma visita imersiva e sensorial, estimulando todos os sentidos em quatro salas desta atividade infantil, que provocam reflexões sobre a mudança do mundo e a relação do homem com o planeta.  

A bailarina Ana Botafogo, eterno grande nome do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, trocou sapatilhas por contação de histórias e leu ‘Lago dos Cisnes’ para um grupo de crianças de escolas públicas que visitaram a Bienal do Livro Rio, na tarde desta segunda-feira. O encontro aconteceu no estande da Petrobras, patrocinadora do Espaço Metamorfoses.

A primeira sessão do dia, porém, estava voltada ao público geek e amantes de mangás. Um dos maiores nomes deste segmento em todo o mundo, especialista em histórias de horror, o artista japonês Junji Ito, que possui uma legião de fãs no Brasil e conversou com a plateia de forma virtual, contou sobre as motivações artísticas e seu processo de criação das histórias em quadrinhos. Ele é especialista em histórias.

“Eu tenho um livro de ideias e vou anotando nele. Essas ideias podem vir de qualquer lugar. Às vezes, começo com uma pintura, um cenário e vou mesclando para montar o desenho. A partir delas faço um esboço”, comentou.

O movimento foi grande também na sessão de autógrafos do comediante e youtuber Whindersson Nunes, que lançou ‘Vivendo como um guerreiro’, nesta segunda-feira, na mesa “Do interior do Piauí para o mundo”, mediada por Gabriel Chalita, que também assina a obra. Com milhões de seguidores, Whindersson falou sobre sua trajetória e respondeu às perguntas doa adolescentes e jovens presentes.

“Tenho pensado muito no momento do agora… Estou em uma semana cheia, mas não poderia deixar de passar pela Bienal do Rio, um espaço de cultura tão importante para o Brasil. Essa troca aqui hoje, essa conversa, mostra como os encontros são importantes”, comentou, antes de autografar 200 livros para seus fãs.

A Bruxa Preta Pam Ribeiro, participante da mesa “Nem tão esotérico assim”, contou sobre a necessidade de trazer para a astrologia os conhecimentos adquiridos ao longo da vida. “Como mulher preta e periférica, sempre precisei ser forte, mas com os estudos sobre espiritualidade vi que podia acessar a minha vulnerabilidade.”