A nova investigação de Harlan Coben, o mestre das noites em claro

O escritor norte-americano Harlan Coben não ganhou o apelido de “mestre das noites em claro” à toa. Em seus livros, que já venderam mais de 75 milhões de exemplares ao redor do mundo, investigações alucinantes jogam o leitor em um quebra-cabeça envolvente. Não é diferente no romance Win, recentemente publicado no Brasil.

A história, contada pela voz do herdeiro milionário Win, já começa com pancadaria. O tom da narrativa, em que o protagonista faz questão de elogiar seus próprios méritos e listar o que está vestindo, no maior estilo O psicopata americano, demonstra todas as qualidades do personagem: arrogante, machista, exibido. “Sou um salafrário total”, ele mesmo diz.

Salafrário e perigoso. Após assistir a um jogo de basquete universitário, Win vai atrás de um dos técnicos, naturalmente grandalhão, e mostra que não é somente uma “cútis rosada” com “delicadas feições patrícias” ao debulhar o adversário facilmente. O porquê, inicialmente, não se sabe. É preciso criar suspense, afinal, e nisso Coben é mestre — como já deixou bem claro em seus mais de 30 livros publicados.

Harlan Coben, o mestre das noites em claro.

Conheça Harlan Coben

  • Nasceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1962
  • É conhecido como o “mestre das noites em claro” devido ao magnetismo de sua prosa
  • Publicou mais de 30 livros
  • Vendeu mais de 75 milhões de exemplares ao redor do mundo
  • Está traduzido em 45 idiomas
  • Ganhou os três principais prêmios voltados para a literatura policial: Anthony, Shamus e Edgar Allan Poe
  • Recebeu honrarias da França, Espanha e Inglaterra
  • Está com um romance em pré-venda, The match
  • Seus romances inspiraram séries de sucesso da Netflix; a mais recente é O inocente
  • Tem um site oficial
Cena da adaptação de O inocente para a Netflix.

Crime misterioso

O passado de Win é misterioso. Sabe-se que ele fez trabalhos ultra-sigilosos para o FBI, mas não exatamente o quê. Às claras está o fato de ele ser sócio de uma grande empresa de advocacia, que promete:

Ajudamos você a dar uma joelhada no saco de abusadores, perseguidores, imbecis, caluniadores digitais, pervertidos e psicopatas.

A ironia parece ser proposital para alguém que tem esse tipo de comentário para fazer sobre a secretária: “Sadie usa óculos de bibliotecárias gostosa e um terninho que aperta e revela suas curvas”.

Alguém que mantém esse comportamento só poderia acabar envolvido em coisas sinistras. É o que acontece quando os policiais Lopez e Karen aparecem no escritório de Win e conduzem-no à cena de um crime, no qual um quadro roubado de sua família há anos está presente, assim como uma mala chique com as iniciais de seu nome: WHL (Windsor Horne Lockwood III).

Resta a pergunta feita pelos agentes da lei: “Quer nos contar por que sua mala está aqui?”.

Coben na Netflix

Além de adaptações para filmes, o trabalho de Harlan Coben ganhou as telas por meio de minisséries da Netflix em dois anos seguidos. Em 2020, estreou Não fale com estranhos. Em 2021, foi a vez de O inocente. Ambas baseadas em romances homônimos.

No primeiro, Adam Price vive como se estivesse em um comercial de Margarina — até que um estranho aparece para pôr seu mundo de ponta-cabeça, revelando um segredo sinistro sobre a esposa do protagonista.

No segundo, O inocente, Matt Hunter tem 20 anos e acaba matando uma pessoa, acidentalmente, ao tentar apartar uma briga numa festa. Após cumprir pena, ele é liberado e tudo parece entrar nos eixos — se não fosse por um sujeito que começa a persegui-lo e um vídeo chocante que vem à tona.

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Win
Harlan Coben
Trad.: Ricardo Quintana
Arqueiro
387 págs.