A espera acabou: Affonso Solano publica mais um livro da série “Espadachim de Carvão”

Oito anos depois de iniciar a saga de Adapak, o escritor carioca Affonso Solano adiciona mais algumas centenas de páginas à trajetória desse personagem tão destemido quanto inocente. O Espadachim de Carvão e a voz do Guardião Cego mostra que, uma vez mais, o mundo dos mortais não costuma ser tão gentil com o filho de um dos quatro deuses de Kurgala. 

Solano, um dos maiores expoentes da literatura de fantasia nacional, vem trabalhando na jornada de Adapak desde 2013, quando lançou O Espadachim de Carvão. A continuação da história saiu no ano seguinte, com O Espadachim de Carvão e as Pontes de Puzur. Agora, quase uma década depois, esse universo ficcional já conta com mais de mil páginas.

No novo livro, o Espadachim de Carvão — ou Adapak, para os íntimos — se mete em uma confusão que só poderia ser armada por seres humanos: ele é confundido com a reencarnação de um profeta e acaba sequestrado por uma seita suicida. O caminho até aí é longo, e a Bienal 360º pode te ajudar a começar a entender a complexidade desse mundo fantástico.

Detalhe da capa de O Espadachim de Carvão e a voz do Guardião Cego, novo livro de Affonso Solano.

Quem é Affonso Solano

Conheça Adapak, o Espadachim de Carvão

Na obra lançada em 2013, O Espadachim de Carvão, Affonso Solano começa a dar contornos à história de Adapak. No início da saga, o filho de um dos quatro deuses do mundo abandonado de Kurgala acorda em um local a princípio desconhecido.

Ainda meio grogue, o protagonista precisa se defender de agressores, no que a narrativa já mostra para o que veio — com cenas de luta bem detalhadas, com cuidado na descrição dos movimentos e pensamentos de Adapak — e entrega algumas das principais características do personagem:

  • Carrega duas espadas, Igi e Sumi
  • Tem 16 ciclos de idade
  • Oito cascos de altura
  • Vintes e oito dentes
  • Não tem nariz ou orelhas
  • Gosta de ler

Na melhor tradição da literatura fantástica, o universo de Solano trabalha com algumas palavras e conceitos que só os leitores “iniciados” vão compreender bem. Algo que Frank Herbert, J. K. Rowling e Patrick Rothfuss também fizeram, para citar três autores já comentados pela Bienal 360º.

Trajetória do personagem

No volume inicial, feita a apresentação de Adapak, o Espadachim de Carvão vai precisar aprender a lidar com inimigos desconhecidos. A realidade não será mais a da confortável ilha na qual cresceu, onde costumava ler histórias fantásticas, mas sim uma banhada de sangue e gente hostil.

No segundo livro da série, O Espadachim de Carvão e as Pontes de Puzur, o personagem não é mais tão ingênuo quanto era no início. Mas, justamente por isso, está cansado. Em busca de alguma paz, refugia-se no navio de Sirara — e acaba achando um diário, que vai novamente jogá-lo em um redemoinho de segredos e descobertas.

O passado de Adapak, e tudo que ele vai descobrindo no decorrer de sua própria trajetória, conduzem-no ao equívoco narrado na terceira obra, O Espadachim de Carvão e a voz do Guardião Cego, na qual ele é confundido com um profeta. Na nova narrativa, uma força misteriosa se insinua e mostra ao guerreiro que talvez ele tenha mexido com conhecimentos muito mais profundos e sinistros do que poderia imaginar.

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O Espadachim de Carvão e a voz do Guardião Cego — Vol. 3
Affonso Solano
LeYa
304 págs.

O Espadachim de Carvão e as Pontes de Puzur — Vol. 2
Affonso Solano
LeYa
256 págs.

O Espadachim de Carvão — Vol. 1
Affonso Solano
LeYa
256 págs.