MINISTÉRIO DA CULTURA, PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO E SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA APRESENTAM

VENHA VIVER
MUITAS HISTÓRIAS.

releases

Download do Release (PDF)

Bienal tem dia de encontros com grandes autores brasileiros e internacionais


Neste sábado, David Nicholls, Julia Quinn e Thalita Rebouças atraíram os visitantes em programação que teve ainda Shakespeare, poesia e segurança pública

David Nicholls, autor do sucesso Um dia, despertou a atenção e curiosidade de um público variado na tarde deste sábado durante sua participação na sessão Encontro com Autores, no auditório Madureira. “Gosto de apresentar histórias que sejam empolgantes e, ao mesmo tempo, catastróficas”, disse. O inglês compartilhou com a plateia os caminhos que percorreu até se tornar um escritor mundialmente reconhecido, oferecendo dicas para aqueles que desejam traçar o mesmo caminho. “É fundamental ler bastante, sempre com olhar crítico, escrever e reescrever quantas vezes forem necessárias e, acima de tudo, confiar em suas palavras. Refletir o próprio sentimento em uma folha de papel é a forma de arte mais satisfatória”, finalizou.

O Encontro com Autores levou ainda a americana Julia Quinn, da série best-seller Os Bridgertons, a uma conversa com seu público. A escritora respondeu perguntas dos fãs e, assim como Nicholls, deu conselhos aos que estão começando agora. “A única maneira de escrever um livro é, realmente, escrever um livro. Você precisa terminá-lo. O mundo está cheio de primeiros capítulos”, disse.

Antes, pela manhã, no mesmo espaço, o Conexão Jovem recebeu Thalita Rebouças, que lança Fala sério, irmão!/Fala sério, irmã!, o sétimo livro de uma de suas séries mais famosas. Entrevistada pela jornalista Jaqueline Silva, a autora relembrou sua primeira participação na Bienal, antes do sucesso, há mais de dez anos. “Foi lindo. Ninguém olhava para mim”, brincou ela, arrancando risadas da plateia. No entanto, anos depois, a festa literária também viria a ser especial por outro motivo. “Quando soube que meu nome tinha ido para a lista dos mais vendidos, estava na Bienal, e chorei”, disse.

Segurança pública

Um balanço dos avanços na questão de Segurança Pública no Rio de Janeiro e os desafios ainda a serem enfrentados foram o tema da sessão do Café Literário que contou com a presença do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, entrevistado pelo diretor da Casa Fluminense, o pesquisador José Marcelo Zacchi.

“Pensar que segurança pública é sinônimo de polícia é uma visão míope. A polícia é um dos elos da solução do problema de segurança pública. A questão passa também por garantir oportunidade e encaminhamento profissional; passa pela legislação, pelo papel do Ministério Público e da Justiça; pelo sistema prisional”, enumerou.

O secretário defendeu ainda que o Rio de Janeiro precisa integrar as comunidades para deixar de ser a "cidade partida". “A sociedade tem um olhar marginal para a favela. A sociedade precisa abraçar a favela. Quer ajudar? Vai lá dentro da comunidade e vê o que os moradores precisam. É como eu sempre digo: o pessoal quer favela para conseguir empregada, passadeira e babá”, resumiu o secretário, muito aplaudido pelo público.

Café Literário

Ainda no Café Literário, o debate sobre as novas visões e caminhos para os negócios, seja no mundo corporativo ou nas próprias carreiras profissionais, norteou a primeira sessão do espaço neste sábado. Para analisar os temas – como prosperidade econômica, satisfação pessoal e sustentabilidade –, estiveram na mesa os escritores Gustavo Cerbasi, Alexandre Teixeira e Malu Gaspar, tendo como mediadora a jornalista Mara Luque. “Ser lucrativo é importante, mas insuficiente para as empresas. Vivemos um momento em que se deve buscar saber qual é o seu propósito”, destacou Alexandre.

Do segundo encontro participaram o economista Gustavo Franco e o advogado José Roberto de Castro Neves. A conversa analisou os personagens e as tramas do principal dramaturgo inglês – que em grande parte das vezes giravam em torno de disputas de poder –, que têm muito em comum com os atuais sistemas políticos do mundo moderno.

Uma grande celebração da alimentação saudável marcou o encontro da apresentadora Bela Gil, a chef Flávia Quaresma e a escritora Sonia Hirsch, também no Café Literário. “Falar sobre alimentação tem um papel político, social, ambiental, de saúde. É dar a possibilidade de as pessoas conhecerem os ingredientes para que saibam escolher o que faz bem ou mal à saúde”, defendeu Bela Gil.

A apresentadora falou sobre a polêmica em torno da foto com o lanche preparado para sua filha, com banana-da-terra e batata-doce, publicada nas redes sociais. “Foi um auê. As pessoas diziam ‘Deixa sua filha viver’, porque não tinha biscoito recheado. Ela adora banana-da-terra. Merenda escolar é a construção de um hábito alimentar. Não é como comer um bolo uma vez ou outra numa festa, é um lanche que ela come cinco vezes por semana. Que tipo de educação vamos dar aos nossos filhos?”, questionou.

Para a chef Flávia Quaresma, há avanços no cenário da gastronomia saudável, como o sucesso das feiras orgânicas no Rio de Janeiro. “Ter uma alimentação de qualidade, com produtos frescos, verdadeiros, naturais, não é moda. É uma tendência que veio para ficar”, defendeu Flávia Quaresma.

As outras duas mesas homenagearam os 150 anos do atemporal Alice no país das maravilhas, com Adriana Peliano e Gisele Gomes Maia, e o saudoso João Ubaldo Ribeiro, cuja trajetória pessoal e obras-primas como Viva o povo brasileiro e Sargento Getúlio foram celebradas por João Carlos Teixeira Gomes e Rodrigo Lacerda.

Poesia
O segundo dia do SarALL, o I Encontro Nacional de Saraus, parceria da Bienal com a Festa Literária da Periferias (FLUPP), reuniu dezenas de representantes de saraus de todo o Brasil. As rimas e as performances dos poetas atraíram o público que passava e chamou a atenção para os trabalhos vindos das favelas. Em cada verso e estrofe, ficou marcada a reflexão sobre a desigualdade social. A literatura marginal periférica mostrou que há beleza na diversidade.

O curador do evento, Ecio Salles, ressaltou a importância da atividade dentro da Bienal. É um momento histórico termos uma esquina poética dentro do maior evento literário do Brasil, com a promoção da palavra falada, da diversidade de gêneros e de regiões. É um prazer ter essa oportunidade de divulgar poesia.” Um os convidados foi Edgar Borges, descendente de indígenas, que veio de Roraima e falou sobre o sarau que promove os planos de levar poesia às tribos locais.

A empresária Maria Adriana Araújo da Cunha passava pelo sarau e foi atraída pela performance do recifense Miró. “Adoro poesia e acho que deveria haver mais espaços como estes para conhecermos melhor os trabalhos das pessoas que moram nas favelas e periferias. Acabei de entrar na Bienal e estou amando tudo, o evento está mais variado e organizado”, disse.

A Bienal dos jovens

No Cubovoxes, o bate-papo entre a argentina Mariana Enríquez e brasileiro Luis Eduardo Matta abordou o medo na literatura de suspense e terror e a importância dessas obras no mercado brasileiro. Os autores debateram a necessidade de criar uma identidade latino-americana para o gênero e destacaram uma característica comum a suas obras: as histórias são sempre atreladas ao mundo real, tendo como pano de fundo situações cotidianas ou de cunho social.

Depois, no mesmo espaço, os bastidores por trás dos quadrinhos de editoras mundialmente conhecidas como a Marvel, a DC Comics e a Dark Horse e os desafios da profissão de quadrinhista foram os temas centrais do bate-papo com Will Conrad. O desenhista falou sobre sua rotina de trabalho e a experiência de trabalhar com roteiristas consagrados como Stan Lee e debateu aspectos técnicos de desenho e as dificuldades do mercado editorial de quadrinhos no Brasil.

O último encontro do Cubovoxes abordou as redes sociais e como as novas formas de interação que o mundo digital proporciona podem influenciar diretamente a produção literária. As autoras Graciela Mayrink e Lu Piras destacaram a relação mais próxima com seus leitores oferecida pelo meio online.

No fim da manhã, centenas de adeptos de uma nova forma de divulgar a literatura pela internet também surpreenderam ao se reunirem na área de convivência do Riocentro: os booktubers, na grande maioria jovens que fazem resenha em vídeos de obras literárias. O organizador do encontro foi o niteroiense Jackson Jacques, de 19 anos. “É uma ótima oportunidade de conhecer pessoalmente aqueles que só conhecemos pelo vídeo”, disse

Fotos em https://www.flickr.com/photos/101023397@N04/.

Mais informações para a imprensa:
Adriane Constante – adriane.constante@approach.com.br
João Veiga – joao.veiga@approach.com.br
Claudia Montenegro – claudia.montenegro@approach.com.br
Tel.: (21) 3461-4616 – ramal 179 – www.approach.com.br

Use as tags #EUAMOLER e #BIENALRIO e compartilhe seu amor pela leitura.

patrocinador
patrocinador entreletras
patrocinador
café literário e papel oficial

patrocinador
segurança oficial

patrocinador e-commerce
apoio cultural
apoio
transporte oficial
REALIZAÇÃO
AGENTS & BUSINESS CENTER
realização
INFORMAÇÕES, DÚVIDAS E SAC:
+55 21 2441-9348
Atendimento: 13h às 19h
contato@bienaldolivro.com.br
ASSESSORIA DE IMPRENSA:
Approach Comunicação Integrada
21 3461-4616 - Ramal 133
Adriane Constante
bienal@approach.com.br
endereço
Rua Salvador Allende 6.555
Barra da Tijuca · RJ
22783-127 · Brasil