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Não quis pegar a via fácil e fazer A Garota do Trem 2, diz escritora

11/07/2017 via Folha de S. Paulo

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A escritora Paula Hawkins, 44, acaba de superar o desafio do segundo romance, uma passagem dolorida para muitos autores de grande sucesso com o primeiro livro.



"Em Águas Sombrias" (Record) tem recebido elogios, mas ela diz que os comentários negativos machucam. "Você trabalha três anos em um projeto, mergulha naquilo. Quando alguém fala mal, dói."

Mesmo assim, estava preparada: "Eu imaginava que poderia haver reações negativas, porque eu não quis fazer 'A Garota do Trem 2', que seria o mais fácil", diz ela em conversa com a Folha em Londres, onde mora.

O livro tem semelhanças com o primeiro: é um romance psicológico, há uma personagem que busca desvendar várias mortes. Mas é só até aí: a estrutura é mais elaborada, quase todos os curtos capítulos têm um narrador em primeira pessoa, ela conduz a trama de um jeito que o leitor pode achar que há vários assassinos, nenhum ou pelo menos um. E, quase até o final, todos estarão errados e vão se surpreender.

"A Garota do Trem: foi um sucesso arrebatador. A história da mulher alcoólatra que em sua confusão etílica se convence de que pode desvendar um crime esteve 13 semanas no topo do "New York Times" e 20 semanas como mais vendido do Reino Unido, um recorde. Foi adaptado para o cinema e rendeu à Dreamworks quase US$ 200 milhões em todo o mundo.



Ao ser lançado, em maio, o novo livro já estava contratado pela Dreamworks. Hawkins tem se dividido entre entrevistas sobre o lançamento e a escolha da pessoa que fará a adaptação. "Eu não vou trabalhar nisso, mas participo da indicação do nome."

O livro de estreia levou um ano; o segundo, três ("Foi um período muito entrecortado por viagens do filme"). Um terceiro, ao qual se dedica agora, deverá ficar no meio-termo, mas nas próximas semanas ela quer deixar pronto o esqueleto da trama.

Depois, faz uma série de viagens que incluem alguns dias no Rio para a Bienal do Livro, um destino turístico ainda não definido, em setembro, e esticadas a Argentina e Colômbia. "Estou muito ansiosa para visitar esses lugares da América Latina, que até hoje não pude conhecer".

Paula nasceu no Zimbábue, na África, em 1972; em 1989, a família se mudou para a Inglaterra e hoje ela se apresenta como londrina, embora diga que, desde a infância de menina branca num continente de maioria negra, onde quer que esteja, sente-se estrangeira. O que talvez explique um pouco sobre a visão externa que seus personagens têm do mundo.

"Em Águas Sombrias" tem como personagem central uma escritora que se muda para uma pequena vila do interior, onde quer escrever um livro sobre um trecho do rio que banha o local, onde há vários séculos mulheres morrem de forma misteriosa. São muitas mortes, muitos personagens e muito suspense.

Folha - Você é parte de uma geração de africanos brancos de língua inglesa, que deixou as antigas colônias entre os anos 1960 e 1980. Há um movimento muito forte de literatura africana e negra na nova literatura de língua inglesa. Ser africana de alguma forma é uma influência para você?

Paula Hawkins - Não propriamente, eu na verdade vivi em Harare até os 17 anos, mas lá nunca fomos integrados, os brancos viviam em comunidades fechadas e isso nos fazia "outsiders". Depois, mudamos para Londres e evidentemente isso foi um trauma, tudo muito diferente, eu não conhecia ninguém aqui e isso me fez ser de novo uma "outsider".

Então, embora hoje eu seja 100% londrina, com passaporte britânico, sinto que essa história me tornou uma estrangeira e que essa característica talvez esteja presente em meu trabalho.

O final de seu livro me pareceu totalmente surpreendente. Quando começou já sabia exatamente como iria terminar?

Bem, eu tinha um caminho. Quando começo a escrever, sei aonde vou chegar, tenho o final. Assim, eu sempre soube quem era o culpado do livro, qual era o final. Mas não sabia detalhadamente tudo que iria escrever, cada cena e o desenvolvimento dos personagens. Isso é o que vem durante o processo, com a dinâmica de escrever, reescrever, mudar coisas que não ficaram boas etc.

Então, de fato eu sei aonde vou chegar, mas não exatamente como vou chegar.

De todos os capítulos do livro, poucos são escritos em terceira pessoa, todos os outros estão em primeira pessoa. Isso significa alguma coisa?

São três capítulos. Mas, sim, eu como escritora, sou a única pessoa que sabe todos os segredos do livro e nesses casos, narrar em terceira pessoa foi o jeito que eu tive para não contar tudo que a personagem revelaria se narrasse o capítulo ela mesma.

No livro, o professor Mark tem um romance com uma aluna adolescente. Você até cita "Lolita", de Nabokov. Ao final, não sabemos se ele fugiu, morreu ou está escondido. Você o considera um criminoso?

Sim, pelas leis deste país, ele é um criminoso. E não o perdoei. Mas achei que o leitor deveria imaginar o que aconteceu com ele.

Como têm sido as críticas?

Tenho recebido críticas boas e outras nem tão boas. É sempre chato. Mas eu fiz um livro mais complexo e sabia que poderia ter uma crítica negativa, sempre comparam com o livro anterior. Em vez de fazer o fácil, "A Garota do Trem "" 2", fiz um livro mais difícil. Preferi ousar e eventualmente pode ter gente que acha que não ficou tão bom. Logo vou fazer o terceiro livro e esse não terá a mesma cobrança, a crítica compara menos com o primeiro livro.

Você já começou a escrever o novo romance?

Já tenho um projeto e estou me preparando para começar, fazendo anotações etc., mas ainda não comecei. Agora vou ter seis semanas para me dedicar inteiramente a escrever esse novo livro.

Qual é o tema?

Não posso revelar. Tenho anotações, tenho ideias, mas um livro realmente nasce e cresce à medida em que você começa a escrever e então você vê onde ele vai parar. Por isso, não digo nada mais.

*

EM ÁGUAS SOMBRIAS

QUANTO: R$ 42,90 (364 págs.)

AUTOR: Paula Hawkins

EDITORA: Record

TRADUÇÃO: Claudia Costa Guimarães



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